Uma doença muitas vezes silenciosa. A endometriose afeta 176 milhões de mulheres no mundo todo, segundo alerta da Organização das Nações Unidas. Esta é a endometriose, que atinge de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva. No entanto, por não ter sintomas muito específicos, o diagnóstico do problema costuma demorar até 5 anos. Aliás, isso ocorre com 44% das mulheres afetadas. Mas, afinal, você sabe o que é endometriose?

Trata-se de uma doença causada pelo próprio endométrio (tecido que reveste a cavidade do útero). Quando descama no período de menstruação, termina se encaminhando através de fragmentos pelas tubas uterinas, alcançando a cavidade abdominal. Ali implantado, é alimentado pela ação dos hormônios femininos. Dores pélvicas e durante a relação sexual, além de cólicas e até infertilidade, são algumas das consequências da doença.

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Neste quadro, predisposição genética, estilo de vida e queda do sistema imunológico são fatores que contribuem para o surgimento da endometriose. O estresse e a ansiedade também são vistos como fatores de risco.

Endometriose e vida sexual

Você sabe o que é endometriose? Descubra como a doença interfere na sua vida sexual

Por causar dor e incômodo durante o ato sexual, a endometriose afeta diretamente esta esfera da vida da mulher. Isto porque o pênis encosta no fundo da vagina e na região sensibilizada pela doença, limitando posições e dificultando o orgasmo. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pacientes com endometriose tendem a perder o desejo sexual. A doença vem, geralmente, acompanhada de transtornos emocionais como ansiedade. Também irritabilidade e depressão. Contribuindo para que as mulheres que sofrem com o problema desenvolvam traumas relacionados ao sexo.

Desta forma, muitas mulheres passam a evitar a relação sexual (o que afeta a vida a dois). Ou até mesmo a esconder a doença de seus companheiros. Outras chegam a fingir que não sentem dor durante o sexo. O risco da infertilidade também assombra estas mulheres. Muitas vezes elas “sofrem caladas”, por medo de perder o parceiro.

Tratamento

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Apesar de não existir cura definitiva para a doença, as pacientes contam com várias opções de tratamento. O ginecologista pode perceber a existência da doença até pelo exame de toque dos ovários, por conta do aumento dos órgãos. Em estágio inicial, o tratamento pode ser feito com a combinação de pílula anticoncepcional com progesterona. Já em casos avançados, a cirurgia robótica e indicada. Medicamentos não contraceptivos, à base de progesterona, também podem ser prescritos. Pois atuam diminuindo a ação do estrógeno, o hormônio que alimenta a doença.

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Somente de 30 a 40% das mulheres com endometriose apresentam problemas para engravidar no futuro. Mesmo nos casos de infertilidade, esta pode ser revertida sem problemas.

A endometriose deve ser tratada do ponto de vista médico porque pode se infiltrar em órgãos vizinhos, podendo ainda atingir o intestino, os ovários e a bexiga. Do ponto de vista psicológico, é indicado acompanhamento. Pois afeta a libido e a vida sexual da mulher. Alguns traços psicológicos da paciente com endometriose, como ansiedade, são somatizadas. Por isso a importância de se ter um acompanhamento de um profissional especializado em paralelo ao tratamento para atenuar o impacto emocional. Por ser uma doença progressiva, quanto mais cedo for diagnosticada, mais simples é o tratamento. Aliás, incluindo maiores chances de uma possível gravidez.

E você, já sabia como a endometriose afetava negativamente a vida sexual? Sofre com os sintomas ou conhece alguma mulher que lida com o problema? Compartilhe suas dúvidas, conhecimentos e experiências nos comentários!

 

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Dra. Vânia Machado
Dra. Vânia Machado

Eu sou a Drª Vania Machado, psicóloga terapeuta sexual, mestre em psicopatologia clinica e psicologia da saúde. Há mais de 20 anos venho ajudando as mulheres a recuperar seu desejo sexual e já perdi a conta de quantos casamentos foram salvos de ir por água abaixo por causa de brigas e traições que começaram com um simples problema conjugal. Atualmente ajudo mulheres de todas as idades superarem crises no relacionamento e disfunções sexuais. Precisa de ajuda profissional? clique aqui e marque uma consulta comigo.