Da Eva expulsa do paraíso até a Lara Croft dos videogames atuais, passou-se muito tempo. No entanto, algumas mudanças ligadas ao comportamento e à sexualidade feminina são extremamente lentas. Embora já se possa abordar esses temas de maneira mais direta e livre, é importante ter em vista que, até hoje, em algumas culturas, o prazer feminino é proibido e interditado. Em culturas menos fechadas, como a nossa, dados como os da Universidade Livre Feminista apontam que um quinto das mulheres não chegam ao orgasmo. Mas para falar mais sobre mudanças e um amadurecimento no tempo, o post de hoje tratará sobre alguns fatores importantes à nós mulheres. Acompanhe a seguir e descubra quais são eles!

No ritmo possível, em direção ao prazer

Se a mudança é lenta, em termos históricos, é preciso também respeitar o ritmo com que cada mulher é capaz de avançar no conhecimento de seu corpo, de seus desejos e de suas vivências. Forçar a barra é tão violento quanto passar uma vida sem conhecer o prazer, verdadeiramente. A liberdade de expressão e o destravamento de experiências ligadas à sexualidade são conquistas que podem demorar, mas precisam vir.

Conhecer o próprio corpo

Contra séculos de história ligada à repressão, em várias de suas formas, é difícil que haja armas eficazes e rápidas. O conhecimento do próprio corpo, sem culpa, com o mínimo de timidez possível, é um dos caminhos. Para saber as trilhas do prazer, especialmente o sexual, é importante que a mulher consiga lidar consigo mesma.

A exigência de castidade, inclusive até o casamento e, de certa forma, depois dele — quando maridos achavam que a esposa merecia um tratamento “sagrado” e preferiam ter prazer na rua — durou até pouco tempo atrás e ainda tem reflexos sobre gerações de mulheres.

Para descobrir o que traz prazer e o que não traz, o que pode ser adicionado às relações, o que é atraente ou não, o que funciona e o que não funciona para a excitação, é fundamental ter ciência do próprio corpo. Pontos de prazer, zonas erógenas, áreas menos e mais intensas variam de mulher para mulher e só podem ser sinalizadas ao parceiro por aquelas que têm conhecimento de si.

Aspectos psicológicos contam muito

O que pode travar uma relação diz mais respeito a aspectos psicológicos do que propriamente ao corpo feminino. Ter vergonha do corpo, ter pudor desmedido, não conseguir abrir-se para o outro na relação, não conseguir pedir, guiar, experimentar. Sentir-se mal, suja ou errada.

De outro lado, fazer qualquer coisa para agradar o parceiro, sem que haja troca real ou sequer prazer verdadeiro. Sentir-se na obrigação de aceitar, ser submissa. Tudo isso são questões ligadas a aspectos psicológicos dessa mulher que tem história, memória, mas que evolui. Os tempos são outros, e as possibilidades são maiores hoje.

O orgasmo feminino

A masturbação pode ser o primeiro passo para que a mulher se perceba e se conheça. É importante saber sobre o próprio corpo, inclusive em suas reações e reflexos. No banho ou no quarto, é importante encontrar um tempo para o cuidado de si, para o autoconhecimento, sem culpa e sem mistérios. Se um quinto das mulheres não chega ao orgasmo, é preciso compreender as razões de esse número ser tão alto.

Decorre dessa situação o fato de que grande parte das mulheres aprendem a fingir orgasmos que nunca tiveram, não apenas para agradar o homem — que se sente poderoso ao provocar o suposto orgasmo —, mas para escapar de questões como a falta da troca sincera na relação e a ausência do próprio prazer. Muitas abrem mão disso e mal sabem que não deveriam.

O diálogo com o parceiro e as boas relações

Para que uma mulher que ainda não se libertou de preconceitos e tabus consiga trilhar um caminho — ao seu ritmo — em direção ao autoconhecimento e ao prazer, é fundamental que a relação com o outro seja de confiança e respeito. Em alguns casos, talvez a paciência também seja um elemento definidor e determinante.


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A troca de impressões, o vínculo afetivo — tão caro às mulheres, historicamente, mas também já dispensável para o sexo apenas por prazer, nos dias de hoje —, a conversa aberta são itens que auxiliam a mulher que busca o prazer verdadeiro e sincero. Para chegar ao prazer, é preciso o toque, o desejo e o empenho, corpo e alma no ato sexual.

Sem isso, para a mulher, pode ser que o sexo seja apenas mecânica, com minutos contados. Qual é a vantagem de viver assim? Hoje, em muitos casos, só viverá dessa forma a mulher que não quiser ter melhor qualidade de vida, incluindo-se aí a vida sexual saudável e tranquila.

Padrões físicos e de beleza: livre-se deles!

A relação entre sexualidade e autoestima é conhecida. Muitas mulheres, convencidas de que estão “fora dos padrões de beleza”, passam a tratar mal de si mesmas, reprovando-se nas relações, sabotando possibilidades de conquista e mesmo escondendo-se. A mídia e muitos outros enunciadores sociais ditam modelos de magreza, peso, tipo de corpo, tamanho de seios, cinturinhas, cores e tipos de cabelo, artifícios da moda (como maquiagens, saltos, roupas, esmaltes), quando há quem não goste de nada disso ou não se encaixe aqui e ali. Pois é de extrema importância que a mulher se veja, se goste e se cuide.

Com o manequim que lhe cabe, do modo como pode e consegue ser, com a cor de olhos que tiver e os cabelos do tipo que lhe faz feliz — e caiba em seu bolso! —, a mulher precisa aprender a se curtir, gostar verdadeiramente de si e deixar que o outro goste, aprenda, veja e se seduza. Autoestima tem mais relação com segurança e autoconfiança do que com revistas ditadoras ou apresentadoras de TV, assim como a beleza e o charme que muitos homens enxergam em suas parceiras — sejam elas magrinhas, gordinhas, loiras ou morenas. O charme, o andar ou o olhar podem seduzir o parceiro para toda a vida.

Certamente, você conhece mulheres que vivem muitas destas questões, de forma menos ou mais intensa. É um tema importante, concorda? Comente nosso post. Dê sua opinião e compartilhe sua experiência!

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Dra. Vânia Machado
Dra. Vânia Machado

Eu sou a Drª Vania Machado, psicóloga terapeuta sexual, mestre em psicopatologia clinica e psicologia da saúde. Há mais de 20 anos venho ajudando as mulheres a recuperar seu desejo sexual e já perdi a conta de quantos casamentos foram salvos de ir por água abaixo por causa de brigas e traições que começaram com um simples problema conjugal. Atualmente ajudo mulheres de todas as idades superarem crises no relacionamento e disfunções sexuais. Precisa de ajuda profissional? clique aqui e marque uma consulta comigo.