Apesar dos enormes avanços adquiridos pelas mulheres – desde o direito ao voto até a conquista gradual de salários mais dignos – assuntos relacionados à sexualidade permanecem marginalizados.

Há melhorias, é claro: hoje mulheres divorciadas não são párias da sociedade, a pílula anticoncepcional foi um impulso para o avanço feminino no mercado de trabalho e há mulheres falando sobre sexo na televisão aberta.

Mesmo levando estes fatores em consideração, no entanto, a sexualidade feminina não pode se considerar emancipada.

Ao contrário dos homens, desde pequenas as mulheres são estimuladas a resguardarem seus corpos.

São tantos os cuidados e pudores para não tornarem-se mal faladas ou indesejáveis para compromissos sérios, que mesmo as mulheres mais “cabeça aberta” guardam resquícios desta ladainha civilizatória.

O resultado? Não são poucos os casos de mulheres bem-sucedidas que estão insatisfeitas com suas vidas sexuais.

Não é difícil encontrarmos relatos sobre a dificuldade de atingir o orgasmo ou sobre a insegurança em relação aos seus próprios corpos.

Você se encaixa em alguma destas situações? Então continue a leitura: vou indicar aqui o caminho para um processo libertador.

Não tenha medo de se conhecer

Uma pergunta rápida: você já se olhou no espelho? É claro que já. Mas e completamente nua, demoradamente e cada pedacinho seu? Sim, inclusive aquela parte escondida que muitas pessoas se embaraçam ao falar o nome em voz alta: a vagina.

Pode parecer bobeira, mas perder a vergonha de olhar-se nua no espelho é o primeiro passo para a descoberta da sua sexualidade.


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Nós passamos a vida inteira tendo imagens de corpos ideais – e por vezes inatingíveis – sendo martelados nas nossas cabeças.

Aprendemos que para sermos bonitas precisamos ter seios, cintura e quadris com um formato e tamanho específico. E a verdade é: a beleza pode vir em várias formas e tamanhos.

Da mesma forma com que somos educadas a apreciar apenas um tipo físico, nós podemos reaprender a olhar o mundo. E que lugar melhor para este exercício do que o nosso próprio corpo?

Reserve um tempo na sua semana para se presentear com um banho demorado: quando já estiver cheirosa e relaxada, perca um tempo se olhando no espelho. Observe seus contornos, nuances e texturas. Procure por sua própria beleza!

Divirta-se sozinha

Aprender a gostar de si própria é um processo que exige dedicação. A recompensa é que sua confiança será elevada, assim como seu autoconhecimento.

Por vezes a grande dificuldade das mulheres em atingirem o estado de êxtase no sexo é a falta de conhecimento daquilo que as satisfaz.

A partir do momento em que seus corpos, assim como seu órgão sexual, deixam de ser um “objeto alienígena”, um mistério, tudo fica mais fácil: é mais simples direcionar o parceiro a ter uma melhor performance quando se sabe as coordenadas.

Deixar uma outra pessoa ver detalhes de nosso corpo tão de perto também se torna uma experiência mais confortável e prazerosa quando nós mesmas já sabemos o que está sendo observado.

Por este motivo, faça as pazes com o espelho.

Ele é um grande aliado na descoberta da sua sexualidade. Com ele, você ganhará confiança, importantíssima para que você se sinta livre e confortável para se entregar ao sexo – seja ele com um parceiro ou de forma solitária, através da masturbação.

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Dra. Vânia Machado
Dra. Vânia Machado

Eu sou a Drª Vania Machado, psicóloga terapeuta sexual, mestre em psicopatologia clinica e psicologia da saúde. Há mais de 20 anos venho ajudando as mulheres a recuperar seu desejo sexual e já perdi a conta de quantos casamentos foram salvos de ir por água abaixo por causa de brigas e traições que começaram com um simples problema conjugal. Atualmente ajudo mulheres de todas as idades superarem crises no relacionamento e disfunções sexuais. Precisa de ajuda profissional? clique aqui e marque uma consulta comigo.