Não são todas as mulheres que já assistiram ou que tem o costume de assistir filmes pornôs, porém entre os homens esse é um hábito bastante comum – especialmente com as facilidades advindas da Internet.

No entanto, apesar de algumas mulheres não terem o hábito de assistir estes filmes, nosso imaginário sobre o sexo está muito atrelado àquilo que é veiculado por esta indústria. Temos algumas expectativas em relação a como deve funcionar a transa que – de tão irreais ou improváveis – apenas fazem sentido dentro de um filme.

Assim como para ser galã de uma novela das nove é preciso alguns requisitos, da mesma forma não é qualquer um que pode assumir o protagonismo de um filme pornô de sucesso.

O enredo também, seja nas novelas ou nos filmes pornográficos, tem sua fórmula de sucesso que costuma ser repetida infinitamente. Com uma grade de variações limitada, homens e mulheres ao assistirem a essas produções podem sentir-se frustrados ao compararem suas vidas sexuais com aquela apresentada na tela.

Seja por que seus corpos não se encaixam nos padrões dos filmes ou porque suas performances não se assemelham a dos atores. A verdade é que ao contrário dos filmes pornográficos, sempre uniformes, a vida é muito mais complexa e heterogênea.

Vamos desmitificar mitos desta indústria, continue a leitura para descobri-los!

1. Ser humano: máquina de fazer sexo

Já reparou como nos filmes os personagens estão sempre prontos para a ação? Isso é apenas um dos reflexos de uma indústria que em sua maioria é voltada para o público masculino e heterossexual.

3 mitos sexuais do cinema pornô

Quer dizer, os filmes pornôs não pretendem ser um documentário da vida sexual humana, mas um meio de entretenimento para um determinado público. Como tal, nessas produções os desejos masculinos sobre como deve ser o ato sexual tendem a ser contemplados, e dentre eles está o de que a mulher está sempre apta a transar.

Na vida real, as mulheres levam de 10 a 15 minutos para atingirem a lubrificação ideal para a penetração.

2. Corpos perfeitos

E se esse é um filme em que as personagens passam a maior parte do tempo sem roupas, é claro que seus corpos são um elemento fundamental na hora da escolha dos atores.


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De forma geral, os filmes pornôs apresentam uma impressionante uniformidade entre os corpos de seus atores: os homens são magros, com barrigas de tanquinho e, o principal, com pênis de tamanho maior que a média. Já as atrizes são magras, de seios grandes e vaginas todas iguais e simétricas. Pelos pubianos em ambos os sexos são escassos.

Mitos dos filmes pornôs: corpos perfeitos!

Ou seja, se já não bastasse a expectativa que nós temos sobre nossos corpos e o de nosso(a) parceiro(a), nós ainda criamos uma imagem ideal de como deveriam ser os órgãos sexuais. Acontece que, quando se assiste a esses filmes, deve-se ter em mente que aquilo que ali é representado não diz respeito a uma maioria, e sim ao seu oposto.

3. Chegando ao clímax

Uma coisa é certa em um filme pornô: haverá o clímax e o casal gozará junto. Talvez aqui estejam os maiores mitos gerados pelos filmes pornôs, pois ele cria a expectativa no casal de que toda transa vá incluir um orgasmo feminino e que, ainda, este orgasmo deverá ser através da penetração e incluir muitos gemidos.

Para começo de conversa, a maioria das mulheres tem mais facilidade em atingir o clímax através da estimulação do clitóris, não através da penetração. Não que seja impossível, apenas é menos provável.

Outro ponto em que os pornôs pecam é que nem toda mulher que grita e “esperneia” é porque está sentindo um prazer indescritível. Cada mulher tem suas particularidades e sua forma de chegar lá.

Por fim, o orgasmo feminino envolve uma série de questões que vão desde o seu prazer físico ao seu estado emocional e por isso não é assim tão simples para todas.

É importante que a mulher tenha em mente que ela não é obrigada a gozar em todas as transas; isso é apenas desejável, pois tornará as transas mais agradáveis para ela própria.

Mas nem tudo é ruim

Apesar da indústria pornográfica criar uma série de expectativas nos casais, ela não é de todo ruim. O importante é que as pessoas tenham em mente que aquilo não é o mundo real, mas uma produção feita justamente para agradar os olhos e atiçar os sentidos.

Os filmes pornôs podem ser uma ótima fonte de estímulos ao casal e ajudá-los a sair da monotonia, basta saber  manter os pés no chão!

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Dra. Vânia Machado
Dra. Vânia Machado

Eu sou a Drª Vania Machado, psicóloga terapeuta sexual, mestre em psicopatologia clinica e psicologia da saúde. Há mais de 20 anos venho ajudando as mulheres a recuperar seu desejo sexual e já perdi a conta de quantos casamentos foram salvos de ir por água abaixo por causa de brigas e traições que começaram com um simples problema conjugal. Atualmente ajudo mulheres de todas as idades superarem crises no relacionamento e disfunções sexuais. Precisa de ajuda profissional? clique aqui e marque uma consulta comigo.